por uma educação plural
EDUCAÇÕES PLURAIS ENTRE VIVÊNCIAS - CRIANDO AULAS INCLUSIVAS E DINÂMICAS ATRAVÉS DO RESPEITO ÀS SINGULARIDADES
Entendo que a multiplicidade de formatos e de dinâmicas pedagógicas favorece a atenção discente, dentre outros motivos, porque se aproxima do consumo midiático que os(as) estudantes já costumam fazer, todos os dias. Não foram apenas os livros que encurtaram páginas ou as redes sociais digitais que nos impuseram um mar de emoções no feed. Por exemplo, filmes como “Homem-Aranha no Aranhaverso” e “Guardiões da Galáxia” suscitam uma imensa quantidade de emoções e de cenários... em poucos segundos.
Penso que utilizar essa dinamicidade a nosso favor, dentro da sala de aula, nos ajuda a manter a atenção dos estudantes. Porém, não devemos reproduzir a aceleração desenfreada, uma vez que me parece necessário ensinar outras referências; outras velocidades e outras vivências. Há uma questão de ritmo aqui: como em um roteiro de filme que, ao contar uma história, nos engaja ou nos entedia. Por isso, pra mim, professores(as) e contadores(as) de história têm muito em comum.
A atuação diária da pessoa educadora demanda a compreensão de que nunca paramos de aprender. Aproximar vivência, aprendizado e ensino, mostra-se fundamental para manter-se aberto a novas ideias do meio acadêmico e da sociedade em geral. Parte da oxigenação de ideias acontece cotidianamente em sala de aula, junto aos discentes. Portanto, penso ser indispensável conectar sala de aula com a realidade social.
Afinal, as relações teorizadas acontecem e impactam as nossas vivências diariamente. Ainda que sejam teorias matemáticas, por exemplo, a aplicação dos algoritmos nos impacta socialmente. Entendo que o professor deve buscar reconhecer as limitações das próprias vivências, evitando generalizações desmedidas e autocentradas.
Em paralelo, expandir seus horizontes pessoais e compreender as muitas desigualdades presentes na sociedade. Desigualdades capacitistas, racistas, lgbtfóbicas, aporofóbicas, xenofóbicas e outras tantas. Assim, estaremos mais atentos aos nossos próprios vieses e seguiremos no caminho da validação das vivências de cada aluno. Colaborando, desse modo, com a continuidade da construção de uma educação mais territorializada, inclusiva e própria da nossa realidade compartilhada.